Os vulcões são sistemas geológicos complexos e poderosos, e suas erupções são resultantes de processos que ocorrem nas profundezas da Terra, sendo um dos eventos mais extraordinários e devastadores do nosso planeta. Diante dos riscos que um vulcão pode resultar, é interessante pensar na possibilidade de parar essas atividades, como forma de impedir que catástrofes ocorram.
Os vulcões são sistemas dinâmicos e interconectados, com câmaras magmáticas profundas, redes de fraturas e a influência de forças tectônicas. De acordo com estudos, intervenções humanas, mesmo em grande escala, teriam um impacto limitado e temporário. No entanto, a NASA elaborou um plano ambicioso de estudar esse mecanismo, usando o vulcão Yellowstone.
Como a NASA quer impedir um vulcão em atividade?
De acordo com o instituto especial, a ideia é fazer essa pesquisa de impedir uma atividade vulcânica usando a Caldeira de Yellowstone, uma enorme caldeira vulcânica localizada no Parque Nacional de Yellowstone, no oeste dos Estados Unidos. De acordo com a NASA, eles querem criar um poço de 8 km de profundidade, onde será possível perfurar no sistema hidrotérmico, sendo possível ter acesso ao vasto corpo de água subterrânea quente circunda a câmara de magma rasa, com a intenção de absorver mais de dois terços do calor gerado ali.
Em seguida, grandes quantidades de água serão bombeadas pelo poço, resfriando os fluidos hidrotermais para que eles possam sugar ainda mais calor do magma. Com essa lava resfriada, ela começa a congelar, dificultando sua chegada à superfície e a formação de uma erupção. A água superaquecida retornada à superfície através do poço poderia ser usada para acionar turbinas e gerar eletricidade.
Desafios e limitações na pesquisa
Essa proposta enfrenta diversos desafios, como:
- Custo: A implementação de um projeto dessa magnitude seria extremamente cara.
- Riscos: A perfuração pode desencadear uma erupção prematura, ao invés de preveni-la.
- Eficácia: Não há garantia de que o resfriamento do magma seja suficiente para prevenir uma erupção, e os efeitos a longo prazo são incertos.
- Impacto ambiental: A injeção de grandes volumes de água no subsolo poderia ter consequências ambientais imprevisíveis.
- Ética: Muitos questionam se a humanidade tem o direito de interferir em processos geológicos naturais de tamanha magnitude.