A presença de superfungos em ambientes hospitalares representa uma preocupação crescente devido ao seu potencial de transmissão e resistência a tratamentos convencionais.
Recentemente, o Brasil registrou o primeiro caso do fungo Trichophyton indotineae, conhecido por sua alta transmissibilidade e resistência, em Piracicaba (SP).
Além disso, a capital paulista enfrentou um surto do Candida auris no Hospital do Servidor Público Estadual, afetando 15 pacientes.
Embora nenhum tenha desenvolvido infecções graves, a situação ressalta a necessidade de medidas rigorosas de controle e prevenção em ambientes hospitalares.
O que são superfungos e por que são preocupantes?
Superfungos são microrganismos que desenvolveram resistência a múltiplos medicamentos antifúngicos, tornando o tratamento das infecções que causam um desafio significativo.
A resistência medicamentosa é um fenômeno preocupante, pois limita as opções terapêuticas disponíveis e pode levar a infecções mais severas e de difícil controle.
O Trichophyton indotineae é um exemplo de superfungo que causa infecções cutâneas contagiosas e é resistente ao antifúngico terbinafina. Já o Candida auris é notório por sua alta transmissibilidade e resistência a diversos antifúngicos, além de ser difícil de diagnosticar com precisão.
Como os superfungos se espalham?
Os superfungos podem se espalhar de várias maneiras, sendo o ambiente hospitalar um local propício para sua disseminação.
No caso do Candida auris, a transmissão pode ocorrer de pessoa para pessoa ou através de contato com superfícies e equipamentos contaminados, como aparelhos de pressão e termômetros.
Essa capacidade de transmissão, aliada à resistência a tratamentos, torna a presença de superfungos em hospitais um problema crítico de saúde pública. A colonização assintomática em pacientes também contribui para a disseminação silenciosa do fungo.
Medidas de controle e prevenção
Para conter a disseminação de superfungos, é essencial implementar medidas rigorosas de controle de infecção em ambientes hospitalares.
Isso inclui a higienização intensiva de superfícies e equipamentos, isolamento de pacientes infectados e a realização de coletas regulares para monitoramento.
Além disso, a comunicação constante com órgãos de vigilância, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é fundamental para garantir que as estratégias de controle sejam eficazes e atualizadas conforme necessário.
O fortalecimento das práticas de controle de infecção e medidas preventivas são passos essenciais para mitigar o impacto dos superfungos na saúde pública.